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O que te encanta?

Posted by n. on 22/06/2011
Publicado em: amigos, arte. Deixe um comentário

Eu sou uma pessoa muito chata. Muito mesmo. Poucas coisas me encantam. Encaaaaannnttttaaaammm, sabe. Isso é uma coisa que eu admiro em alguns seres humanos. A paciência, a simpatia e a capacidade de encantamento.

O Cesinha é um desses seres humanos. E isso me encanta. Pessoas como o Cesinha me encantam.

O Cesinha se encanta por histórias. Não é encantador?

Dentre muitas coisas, ele faz coisas como o projeto “Me Conta O Que Te Encanta”. Clica na foto ai embaixo e se encante.

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Coachella’s Wedding – O casamento!

Posted by n. on 21/06/2011
Publicado em: coachella's wedding. 1 comentário

Dizem que toda menina sonha em se casar. Pois eu nunca sonhei “em me casar”, sonhei sim em formar uma família, achar um homem incrível pra dividir a vida. Sonhei em morar num sobrado com meu namorado, filhos, gato, cachorro e passarinho. E quintal. E muito amor.

Pois o namorado e muito amor eu já tive a sorte de achar. E conquistar. E fazer todo dia com que essa vida deliciosa que levamos dure pra sempre.

E é isso que importa pra mim. Pra gente. Amor, cumplicidade, lealdade, companheirismo. É um combinado de coração que independe de papelada, igreja, vestido, bolo, juiz, padre etc. Nada contra! Pelo contrário, adoro ir num casamento! Adoro a festa, adoro a comida, a bebida, os amigos felizes e tudo o que envolve esse momento. Dos outros.

Mas então que decidimos ir no Coachella esse ano. E dai que pra ir no Coachella, descobrimos que podia ser por Los Angeles ou Las Vegas. E que LA já seria uma parada obrigatória. E que em Vegas a gente poderia ser casado pelo Elvis. E que achamos que seria no mínimo muito divertido. Feito!

Começamos a correria para montar a viagem em três partes: o casamento, o Coachella e a lua-de-mel. Os dois últimos foram mais fáceis que o casamento. E ai fiquei, mais uma vez, feliz com a nossa escolha. Casamento dá um trabalhão! E, em geral, os homens tem muita preguiça e se aborrecem facilmente com decisões como: que horas queremos casar? queremos limusine? qual capela? qual Elvis (acredite, tem de todas as fases, figurinos, cenários etc)? o que vamos comer? qual cerimônia? qual hotel? qual dia? Não quero nem pensar se fosse um casamento tradicional com prova de comida, espaço, igreja, convites, lista de convidados etc etc etc.

Vegas facilita porque tem os pacotes. Milhares deles. E milhares de capelas. Achei um site com uma lista de capelas e fomos visitando uma a uma virtualmente, dando uma olhada por cima nos pacotes. Tem que ler direito. Seu casamento pode sair 200 dólares ou 2000 e incluir passeio de helicóptero no Grand Canyon.

Estabelecemos as coisas que fazíamos questão: Elvis, fotos, limusine pra tirar uma onda e transmissão ao vivo pela internet para a família e os amigos. Pegamos um pacote legal, por um preço bom pra gente na Viva Las Vegas. Fechamos tudo pela internet. A capela tem um serviço on line de atendimento, tipo MSN, que tirou todas as nossas dúvidas e confirmou todo nosso pacote. Perfeito!

Um amigo fez um flyer e enviamos para os mais chegados. Gente! Foi uma sensação. Todo mundo adorou a idéia de um casamento via satélite, acho que em parte pela felicidade nossa e em outra pela curiosidade de ver um dos famosos casórios de Vegas acontecendo com alguém de perto.

nosso convite virtual

nosso convite virtual

No fim das contas, nosso roteiro de viagem incluiu Vegas única e exclusivamente por causa do casamento. Então ficamos apenas 1 dia na cidade. Foi super corrido. Não é só chegar e casar como parece.

Primeiro tivemos que ir atrás de uma Marriage License, que nenhuma capela tem autorização de dar, apenas no cartório mesmo. E rola uma filazinha que é bem divertida. Tem americano, tem gringo, tem mulher vestida de noiva, tem casal com filhos. A License custa U$60 que você paga na hora, em dinheiro.

uma das noivas na fila do cartório

uma das noivas na fila do cartório (foto Otavio Sousa)

Com ela em mãos, já estávamos atrasados pra voltar até o hotel e caprichar no visual. A limusine chega sempre uma hora antes da cerimônia. Um casal de amigos nos acompanhou e foram testemunhas, padrinhos, companheiros de aventura total. Antes mesmo de a limo chegar já estávamos numa excitação natural, visto que ainda não havíamos bebido – embora tenha rolado umas heinekens por 1 dólar durante a troca de roupa, maquiagem e ansiedade.

Quando o carro chegou com uma motorista latina que era uma figura, foi quando me caiu a ficha que, apesar de todas as minhas desculpas para não casar da maneira tradicional de todo mundo, eu estava casando SIM e as pessoas, mesmo do Brasil, estavam participando disso SIM. Confesso que bateu uma vergonhazinha de imaginar todo mundo por aqui assistindo e rindo com a (e da) gente.

a gente, a limo e o figurino por Bia Machado

a gente, a limo e o figurino por Bia Machado

Mas foi tudo uma delícia! Chegamos lá e nosso Elvis estava terminando uma cerimônia. Nossa mesma limusine ia levar os recém casados embora enquanto eu e Otavio estivéssemos nos casando.

Não tem nada de romântico em chegar na capela e pagar pelo casamento, mas é assim. E ai nossa madrinha assina o certificado. E o frio na barriga aumenta.

Então noiva e noivo se separam. Noivo no altar, sem Elvis. Amigos com ele. Noiva numa salinha, com o Elvis e o juiz que realmente casou a gente depois.

noiva, noivo, padrinhos e Elvis

noiva, noivo, padrinhos e Elvis

A partir dai, são os 7 minutos mais rápidos da vida. Acredite! São 7 minutos de cerimônia, que parecem 2 – com exceção do momento dancinha no final que deixou todo mundo encabulado e pareceu durar mais que o casório todo!

Teve dancinha, teve a noiva errando o que dizer (era inglês né minha gente!), teve tchauzinho pra câmera errada, vestido tomara que caia quase caindo, padrinho fugindo na hora da dança… Amei! Não conseguia parar de rir. Porque era engraçado, mas principalmente porque eu estava inebriavelmente feliz.

Quando saímos de braços dados, fomos encaminhados para a mesma salinha onde fiquei no inicio da cerimônia. E ali sim casamos. Só nos dois e o juiz. Sem ninguém, sem transmissão, sem fotos e com um micro-sermão lindo sobre a parceria, a lealdade e a paciência que a vida a dois demanda. Ali quase chorei. Ali sim entendi todo o ritual do casamento. E ali mesmo recebemos do juiz um envelope para pagar os U$60 do “cachê” dele. Romantismo em Vegas não dura 5 minutos. É, mesmo, a cidade do pecado. Pois é um pecado cortar a brisa assim, mas faz parte da escolha que fizemos e nem nos importamos.

Então, Elvis anuncia para toda a cidade que Mister and Miss Sousa estão agora casados. E um luminoso confirma.

Tudo muito filme, tudo muito brega, exagerado e divertido.

Dali pudemos ver a noiva seguinte chegando. Na mesma limusine que nos buscou e que agora nos levaria para a festa, onde quer que fosse.

Mais tarde, demos uma de Sandy & Lucas Lima e acessamos emails, twitter e facebook. Vimos fotos, mensagens e vídeos do pessoal que assistiu o casamento daqui. Teve gente que abriu uma cerveja sozinho e assistiu, gente que se juntou com muitos e fez uma festinha, gente que ficou desesperado porque não conseguia carregar o livestream… todos animados e nos dando a maior força. Foi outro momento inesquecível e gostoso. E faríamos tudo de novo. Da mesma maneira.

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Posted by n. on 07/06/2011
Publicado em: BornOfFrustration, trabalho. Deixe um comentário

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Fiz um gif de Escher \o/

Posted by n. on 02/06/2011
Publicado em: arte, São Paulo. Deixe um comentário

A expo incrível do Escher fica no CCBB – SP até julho… Cola lá!

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o “momento cagada”

Posted by n. on 31/05/2011
Publicado em: 30anos. Deixe um comentário

Quando eu comecei a namorar o Otavio deixei claro logo de cara que eu tenho “momentos cagada”. Explico. “Momento cagada” é a hora que meu corpo, minha mente, minha saúde, os duendes, os deuses, o diabo, todo mundo resolve me cagar numa tacada só. E eu agradeço pelo “momento cagada” porque se viessem um por vez, eu passaria o ano todo doente e/ou deprimida.

Há alguns anos venho tentando detectar uma lógica sazonal do “momento cagada”. Porque não é sempre no final do ano – embora já tinha sido algumas vezes -, não é sempre no tal inferno astral – embora já tenha sido -, não é sempre quando começo ou termino algum trabalho – embora já tenha sido. Sendo assim, eu não consigo me preparar psicológicamente para o “momento cagada” a não ser depois que ele chegou.

Pois bem, esse ano ele chegou. Uma semana antes do meu aniversário como vocês podem ver pelo post abaixo. A viagem de trabalho me rendeu uma micose daquelas, um furo no orçamento com o taxi desesperado que peguei do Aeroporto de Guarulhos até em casa e uma sensação horrorosa de não ter valido a pena.

Não bastasse a porcaria de micose plus pobreza plus arrependimento, ontem eu bati a cabeça na parede. Assim, de tonta. Não faço a menor idéia de como, mas eu bati – voluntáriamente, pelo que pareceu – a cabeça na parede enquanto fazia a curva pra entrar no quarto. Vim andando, comecei a entrar no quarto e BAM! cabeça na parede. Tá dolorido e com um mini galo até agora.

Agora é o pé. Meu pé resolveu doer. Não torci, não cai, não pisei de mau jeito, não sofro de nenhum problema crônico no pé. No peito do pé, mais especificamente. Tá certo que ele começou a doer ontem algum tempo depois que bati a cabeça na parede, o que leva minha fértil imaginção ao campo da medicina para concluir que a parte da cabeça que bati cuida do peito do pé. Do peito do pé. E não me deixa pisar no chão.

E o medo daquele músiquinha (?) “cabeça, ombro, joelho e pé” (é isso?)? Ou seja, falta ombro e joelho e eu posso ficar de molho até acordar com 34 anos? Posso?

Podemos negociar também um “momento cagada” por ano? Eu tiro uma semana, 10 dias de folga e o “momento cagada” pode vir com a corda toda que eu aguento. Nos outros 355 dias do ano, ele me deixa em paz. Bom negócio não?

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eu não-produtora

Posted by n. on 25/05/2011
Publicado em: experimentei, trabalho. 2 comentários

Se tem uma coisa da qual sempre me orgulhei foi a de não ter frescuras.

Sempre topei qualquer parada que não envolvesse camarão, palmito e azeitona. Se possível, deixaria a vodka, o suco de maracujá e cachorros grandes que latem demais de fora também.

De resto, baby, é nóis – como dizemos por aqui.

Essa semana me conheci melhor. Ou então é a idade que nos transforma mesmo.

Era um evento no Clube Med Rio das Pedras (Rio de Janeiro). Delícia. Topo super. Era uma folga dos trabalhos corridos de produção e uma delicinha de fazer assistência de direção pra uma amiga querida – alem, é claro, da chance de colocarmos o papo em dia e curtir (nem que fosse por meia horinha pós trampo) o tal Clube.

Como tudo que é bom demais pra ser verdade não é mesmo, ao chegarmos (depois de uma jornada de 14horas!) no hotel, descobrimos que eu não ficaria com ela, sequer no mesmo hotel.

Tudo bem.

É inconveniente e na minha função eu não deveria estar nesse grupo, mas em eventos nesses lugares é comum isso acontecer.

Agora, o que estava por vir…

Hotel Mendonça. Guarde bem esse nome e fuja o mais rápido que conseguir quando ouvir a possibilidade de passar perto dele. Fica em Mangaratiba, perto do mega hotel do Rio das Pedras.

Seguem as agradáveis fotos:

a rua onde a van só entra de ré

a rua onde a van só entra de ré

o corredor - ou seria almoxarifado?

o corredor - ou seria almoxarifado?

almoxarifado principal

almoxarifado principal

babinha que veio de brinde no travesseiro

babinha que veio de brinde no travesseiro

Além de desfrutar de toda essa estrutura, eu ainda ia dividir o quarto com 2 pessoas que nunca vi na vida. Normal, viagem de trabalho. Mas… e a distância entre as camas?

Como fui a última a chegar, fiquei com a cama do meio. Entre a que ronca e a bagunceira. A última me deixou lembranças decorativas no banheiro: duas calcinhas e um par de meias penduradas como se fosse o banheiro da casa dela. Hoje tem uma calcinha a mais dependurada lá. Elas nunca secam? E as camisetas no lugar de pendurar toalha? Me explica a lógica?

A cereja desse bolo fica por conta de ela fazer xixi de porta aberta, esquecer de dar a descarga vez ou outra e eventos como hoje de manhã, quando eu escovava os dentes e ela simplesmente entrou para fazer xixi. Saí no mesmo instante em que percebi a situação e fiquei segurando pasta de dente na boca até que ela liberasse o banheiro.

Educação gente. É uma mulher adulta. Jovem, mas adulta. Não vou ensinar. Vou reclamar pelas costas e quem sabe elaborar uma pegadinha “do bem”. Afinal, também tenho (ainda) meu lado moleque.

As meninas da produção não conversam com ninguém. Não são simpáticas, nem fazem questão de ser. São como a panelinha das meninas populares da escola: acham que sabem tudo, mas não sabem de nada; acham que conhecem todo mundo, mas não lembram o nome de ninguém. Não estão presentes nunca. Não perguntam se está tudo bem, como está a hospedagem na pocilga, sequer tocam nesse assunto. Elas, claro!, estão hospedadas no hotel bacana.

Como produtora – e das boas – me revolta muito. Elas não tratam equipe como ela merece ser tratada. Não elaboram um cronograma, não se preocupam se as pessoas almoçaram, se tem água, café. Não são as ultimas a irem embora. Não fazem a menor idéia do que se passa aqui nos lados da direção e técnica.

Montaram um time para cuidar do coquetel, da distribuição de brindes, tags e etc nos quartos dos convidados… São em pelo menos 6 (pelo que pude contar, mas sei que tem mais) e não tem ninguém para nos auxiliar na rotina de ensaios, palestras e afins que serão – amanhã e depois – as estrelas do evento.

Como produtora revoltada não levantei um dedo para ajudar outros perdidos que precisavam imprimir alguma coisa, descobrir algum horário, conseguir uma van, procurar alguém, entender como e onde comer… Não fiz. Não fiz por revolta, não fiz por birra, não fiz porque não estou de produtora aqui e existem, de novo, pelo menos 6 deles.

Mas acho que a revolta maior é porque estou me sentindo extremamente desrespeitada. Como profissional e como pessoa. Não quero festa, confete, abraços, puxa-saquismo. Mas quero educação, profissionalismo e consideração.

Nas produções onde trabalho nós sabemos o nome de todo mundo – ainda que demoremos a decorar, vamos tentando até acertar. Falamos bom dia e boa noite para todos de todas as escalas do organograma. Deixamos sempre alguém, nem que seja um estagiário, focado only e apenas em atender as demandas da direção e da técnica (algumas vezes, uma pessoa pra cada dependendo do caso).

Mas nunca, nunca, nunca fui produtora de uma produção fantasma como essa. Ufa! Me decepcionaria demais comigo mesma se tivesse alguém escrevendo um texto como esse sobre meu trabalho ou de qualquer pessoa das equipes de produção com as quais trabalho.

Minha mãe tinha razão: quer bem-feito, faça você mesmo.

UPDATE – pegadinha rolou, bem infantil, mas molhei novamente todas as cacinhas da colega. Quero ver a colega sem calcinha seca pra usar.

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Unemployed 1

Posted by n. on 19/05/2011
Publicado em: 30anos. Deixe um comentário

Não sei se faz parte de mim, ou se a área que escolhi como profissão funciona assim mesmo. Mas eu nunca tive um plano de carreira. Eu não sei nem como funciona um plano de carreira. É alguma coisa como decidir no comecinho de tudo onde e como você estar dali a uns 10, 15 anos, certo?

Quando eu tava na escola eu sabia tudo o que eu queria. Não sei se porque quando estamos nessa idade não temos muitas opções mesmo. Mas sei que na escola eu sabia as matérias que eu gostava e as que eu odiava. Sabia o menino que eu gostava, os amigos que eu gostava, o que eu ia fazer da vida, onde e como eu ia morar, quantos filho eu ia ter, quanto eu ia ganhar de dinheiro (não em números exatos, mas no que ele podia comprar). Sabia que eu ia ser bem-sucedida no trabalho, que eu ia ter uma carreira incrível, que eu ia ser feliz eternamente e amá-la acima de qualquer suspeita.

Aí a escola acaba.

Pois é. A escola acaba. E eu agora fingia saber o que eu queria porque, afinal de contas, todo mundo sabia não é mesmo? Mas a real é que não sabia nada sobre o que eu queria. Não tinha a menor idéia.

Eu só sabia que não sabia mais do que eu gostava e do que eu não gostava. Não sabia mais de que menino eu gostava, de quais amigos eu ainda gostava e se podia gostar dos novos tanto quanto ou mais do que dos de sempre. Não sabia o que eu ia fazer da vida, nem onde e como eu ia morar, nem quantos filhos eu ia ter (se ia ter mesmo…), não fazia a menor idéia de como ganhar um dinheirozinho (não em números exatos, mas dinheirozinho que me fizesse parar de pensar nele). Não sabia se ia – e se queria – ser bem-sucedida na carreira que escolhi, se aquilo era uma carreira incrível ou se realmente tinha uma carreira incrível por ai, se eu ia ser feliz eternamente e amá-la acima de qualquer suspeita.

Agora eu sei uma coisa. Sei que todas essas vontades existem. Mas que quando traduzidas em realidade são como os humanos, muitas vezes incríveis, muitas vezes malditos. E que faz parte da vida a eterna busca por essa sapiência toda, mas que no fundo torcemos para que ela não chegue. Caso contrario qual graça teria continuar acordando todos os dias senão para buscar vontades e sonhos com a mesma inocência?

(Som: PJ Harvey)

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missão fail

Posted by n. on 06/05/2011
Publicado em: coachella's wedding. 3 comentários

Pois é, voltei de viagem e minha vontade de fazer um diariozinho super atualizado fail.

Eu realmente não sei como o pessoal consegue. Todos os dias, cansado depois de andar, comer, beber, conhecer, tirar fotos, fazer compras, olhar, ouvir, viver ainda chegar no hotel e ter disposição para escrever, separar fotos e postar no blog – e acordar cedo e recomeçar essa delicia de jornada de novo.

Claro que quando você está a trabalho, e seu trabalho é manter uma coluna ou algo assim, isso é o minimo necessário. Mas de férias, realmente, ficou difícil.

Enfim, agora que voltei do meu coachella’s wedding posso, aos poucos, colocar fotos, escrever um pouco sobre cada lugar incrível que fomos e vivemos intensamente.

recém casados no death valley

recém casados no death valley

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coachellas diary #12 – São Francisco day 02

Posted by n. on 25/04/2011
Publicado em: coachella's wedding. 1 comentário

Aniversário do Otavio.

Special day.

Tentamos ir na loja da Apple para comprar um iPad para o irmão do Otavio. Chegamos antes da loja abrir, e as senhas já tinham acabado. IPad está impossível viu…

Fomos pros lados do Golden Gate Park. Com passadinha pela Alamo Square, aquela foto clássica de São Francisco. Conhecemos um cara ali, que nos contou de um lugar bacana para ver a cidade do alto. A idéia era ver de cima do tal Twin Peaks, mas segundo o amigo-local esse outro lugar era mais bacana e só freqüentado pelos moradores da cidade.

O caminho passava pela Haight St., símbolo da psicodelia dos anos 60 de sexo, amor livre e muitas, muitas!, drogas. A rua é cheia de lojas com objetos e roupas tie dye: bem anos 60, misturado com lojas de roupas vintage, inclusive uma da Bettie Page que passei mal de vontade, pena que era carinho demais pra mim.

Na esquina da Haight St com a Ashbury St. Tem um relógio que marca eternamente 4e20 e, quando fomos fotografar, é claro que tinha gente fumando beck. E hippies, muitos hippies, daqueles que moram na rua, não tomam banho, não precisam do conforto que a vida moderna oferece, ou dizem que não precisam. Não gosto desse tipo de vida, mas cada qual cada qual, certo?

A vista do tal lugar era realmente ótima, e passamos por uma área bem residencial para chegar lá. Lá também locais fumando um beck. Aparentemente, em S.F., pode-se fumar maconha anywhere, anytime. É cultural. É ótimo.

De lá fomos direto para o Fisherman’s Wharf alugar bicicletas e atravessar a Golden Gate em direção a Sausalito. Foi quando descobri que preciso fazer um exercício físico qualquer. Foi difícil. A perna doeu dias seguidos. E o vento gelado fez com que a gente não percebesse o sol forte queimando.

É lindo atravessar a ponte de bike. Passeio que vale mega a pena. Ficou corrido quando chegamos em Sausalito e nem deu tempo de comer com calma e curtir a cidadezinha – mal chegamos, comemos uma coisa qualquer rapidinho e pegamos a balsa de volta.

Nossa pressa era por conta da reserva no restaurante do Copolla em comemoração ao aniversário do Otavio.

Delicioso tudo o que comemos e bebemos lá. Por 13 dólares você degusta 3 vinhos diferentes a sua escolha – todos das vinículas do Copolla. Chique demais gente! Adoramos. Não vou entrar em detalhes porque era niver do meu marido e  comemoração foi nossa, mas #ficaadica se for pra S.F., coma lá!

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coachellas diary #11 – São Francisco day 01

Posted by n. on 23/04/2011
Publicado em: coachella's wedding. Deixe um comentário

Chegamos em São Francisco já era noite. Coisa que tem acontecido com bastante freqüência pra gente nessa viagem – chegamos tarde da noite em Vegas, no Grand Canyon e em Los Angeles.

A cidade já se mostrou uma delicia logo de cara, ao contrário de LA que nos deixou um tanto apreensivos. Porém, ao chegarmos no hotel, próximo a Union Square, demos de cara com muitos noiados, aparentemente de metanfetamina, passadores de drogas e moradores de rua. Ficamos, eu principalmente, muito preocupados e consideramos mudar de hotel logo cedo no dia seguinte.

Pesquisei no Tripadvisor e no Booking.com e percebi que ninguém se referia a vizinhança, apenas um canadense para não se preocupar. No dia seguinte, de manhã, saímos e percebemos que a Union Square é um bairro de lojas bacanas, muitos turistas, hotéis, policia… tudo misturado aos junkies e maluquinhos de rua que em momento algum nos importunaram. Sequer chegaram a pedir dinheiro. Ao contrario dos que formam a cracolândia em SP, os viciados daqui parecem ter outras formas de descolar dinheiro pras drogas que não pedindo, furtando ou assaltando.

TURISTANDO

Com toda essa encanação da primeira noite, acabamos não decindindo o que faríamos no nosso primeiro dia na cidade, que amanheceu super nublada, com garoinhas lembrando SP. Caminhamos até a Market Street e pegamos um dos tradicionais bondinhos – decidimos como primeira parada a Lombard Street. O bondinho é pra turista e é caro, pagamos 12 dolares cada para um passaporte de um dia – você pode andar quantas vezes quiser. Se fossemos usar outros dias, tem um passaporte de 3 dias por 20 dolares. E tem fila, que anda rápido. Nos sentimos turistas pela primeira vez.

Acabamos descendo no ponto final dele, Fisherman’s Wharf, e resolvemos dar uma volta por ali mesmo. Vimos as lojas e as barracas de rua para comer fish and chips e todos os lanches com comidas do mar. É uma área com muitas lojas, muitas!, e lanchonetes e locação de bicicletas.

Andamos pelo cais, vimos navios e submarinos da época da 2ª Guerra e caímos dentro de um galpão com fliperamas antigos, beeeeem antigos! Sensacional! Nos divertimos vendo os flipers antigões e até jogamos um antes de sairmos para comer ali na rua mesmo.

Se você for para São Francisco, coma na rua em Fisherman’s Wharf! Como a única coisa do mar que eu como é peixe, pedi um fish & chips que tava delicioso. Otavio comeu camarão & chips e adorou. Faça isso!

Então subimos a pé para a Lombard Street, mais uma vez turistamos a valer! São Francisco foi a primeira cidade que nos sentimos turistando mesmo. Vegas foi para casarmos; Death Valley, Grand Canyon e route 66 tem turistas sim, mas acho que o fato de ter muita gente tirando fotos e filas caracterizaram demais essa sensação turistando.

Lombard Street - onde está nanielas? (por otavio sousa)

Fomos caminhando pela Colombo em direção ao museu Beat. Só por lenda mesmo, sem querer caímos no Vesuvio. Entramos para tomar uma cerveja e descobrimos que era o bar onde Kerouac e outros daquela época se encontravam para hang out. O pub é bem bacana, e lá pelas 7 da noite começou a encher. Ficamos mais um pouco e descemos até a Kearny St para ver um prédio onde nos anos 60 o Grateful Dead gravou disco.

BEAT, ROCK & CINEMA

Passamos por um prédio verde, lindo, antigo, com posters de filmes colado nas paredes. Era o tal prédio do Grateful Dead que hoje pertence ao Coppola. No térreo tem um restaurante com vinhos, azeites e massas da marca Coppola!!!! Já sabíamos que ele tinha vinícolas aqui na Califórinia, mas azeites, massas e resturantes…

por Otavio Sousa

Experimentamos um vinhozinho Director’s Cut, branco, geladinho e decidimos que comemoraríamos o aniversário do Otavio no dia seguinte ali.

Para um dia que começou meio sem saber o que fazer, pra onde ir, foi cheio de surpresas e terminou muito bem.

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