“Sapo tem olho grande, mas só vive na lama”
Toque Toque – Dez/2010
Conheci a Tati Ribeiro por meio de amigos e cheguei a fazer aulas deliciosas de Yôga com ela. Fora que ela é linda, simpática, inteligente e fez uma das sessões de fotos que eu mais pago pau e que tem essa foto aqui, por exemplo:
Esses dias a Tati me mandou um email sobre um trabalho muito muito legal que ela vai fazer.
É uma viagem pra India com práticas diárias de Yôga e muito aprendizado de mitologia e afins.
Ir pra India já deve ser uma coisa muito intensa. Acompanhada de conhecedores e entendedores do assunto então… (Além da Tati, o grupo tem a companhia de outro mestre (?) de Yôga que também é chef de culinária indiana).
Se eu já não tivesse de viagem marcada em Abril, ia adorar me meter nessa trip com a Tati.
Quem tiver afim, pode entrar em contato com ela pelo blog ou pelo email: tatiribeiro13@gmail.com #ficadica
Minha cabeça dói. Nas laterais, meio acima das orelhas. Eu não tenho enxaqueca, mas vira e mexe aparece uma dor em algum canto estranho da minha cabeça. Acho que é normal, todo mundo sente mas ninguém fala. E vai embora com a mesma rapidez.
Meu numero finalmente apareceu no telão. Apesar de ter ainda umas 12 pessoas na frente, já deu um alivio. É demorado, mas achei que fosse mais. Tô preocupado porque não tenho meu visto antigo. Nem cópia. Quando renovei o passaporte, não me deixaram ficar com o velho. Fiquei chateado. Bastante. Tem uma parte das viagens da minha vida registrada lá. O mais frustrante é que são viagens que fiz adulto. Ou quase adulto. Queria ter podido guardar. Recordação, lembrança, pedaços da minha vida. Ta quase na minha vez. Fato é: assim que conseguir o visto, vou direto pra loja do xerox. E quando voltar de qualquer viagem, mesmo passeio. Terei um passaporte de xerox para relembrar os futuros momentos importantes que me esperam. Ta perto da minha vez. Tenho que ficar de olho pra não perder meu número. To curioso e ansioso. E ficando com fome. Queria ir no guichê 15. A moça parece animada. Típico gringo que bebe caipirinha no almoço. Tem bastante gente séria atrás daqueles vidros, alguns bem sisudos e assustadores inclusive. Empacou. Faltam dois números para o meu e empacou. Se eu fosse o próximo numero estaria bem mais ansioso.
“gente! 199,99!!! esse biquini tá com um preço super bom!!”
é isso ai! to no fashion rio a trabalho e frases surreais como a de cima são super comuns. assim como ando “fotografando”situações engraçadas, como a narcisa tamborindeguy se jogando no chão do copacabana palace para ser fotografada para um jornal carioca. bi-za-rro. além disso, eu descobri que o que eu achava que era um bico forçado das moças pra tirar foto, muitas vezes é botox – elas realmente acham bonito ficar assim pra sempre???
nem preciso dizer que as pessoas aqui olham. e muito. e eu não gosto muito disso não, principalmente o olhar que vem junto e que eles não conseguem disfarçar. vontade de pendurar um aviso no pescoço do tipo: “eu sei que não pertenço ao mundo de vocês, e, acreditem!, não faço questão nenhuma de pertencer”. até uma mulher que trabalhou comigo há muito anos, me reconhecer no meio do povo e lançar bem alto “nossa! você não mudou nada! continua dark!” DARK??? meu deus!!! isso porque as pessoas aqui entendem de moda né?? eu. dark. ok.
tem também a maneira como as pessoas falam. palavras como bicha! (todas são assim, exclamadas!!!), adoooooro!!!, tô te amando… mas a mais chata é tendência. isso é tendência, você tá na tandência, tendência agora é… eu também sei usar essa palavra: a tendência nas vans de produção é passar o dvd do coldplay ao vivo – porque instalar o aparelho de dvd na van foi tendência na temporada passada. viu?
até agora – é, porque ainda não acabou – o momento mais legal foi o desfile de uma marca chamada redley. fazendo as entrevistas no backstage, encontrei um amigo que virou modelo, mudou pra new york e casou com a supermodelo ana claudia michels. nunca tinha visto o franco desfilar, e descobri que ele faz isso bem!
lá tinha uma garota com um vestido com estampa de favela. juro! o vestido era inteirinho estampado com barracões das favelas dos morros cariocas. favela-turismo foi na estação passada; agora favela é fashion, é moda, é vestido e, a julgar pelo preço do biquini, deve custar uns 5 salários de quem mora nos barracões-estampas.
momento fashion-freak meu. uma bota no desfile da redley. ela era preta e linda e vai ser minha assim que as liquidações chegarem.
momento eu-odeio-isso-saco!.
uma cena tem se repetido constantemente. ontem e hoje, na verdade. mas como é uma coisa que eu odeio – e muito -, parece constantemente pra mim. então que uma pessoa mulher da equipe resolveu que tudo o que eu como é mais gostoso do que qualquer coisa que ela escolha. e ela desenvolveu a mais irritante mania de experimentar comida do meu prato. veja bem, minha mãe, que é mãe, e mãe é sagrada não pode fazer isso – essazinha tá folgada… plano: pegar uma coisa beeem ruim no jantar e oferecer pra ela comer. se meu espírito maldoso estivesse com menos calor e mais dinheiro, comprava um laxantezinho pra pôr de tempero.
to terminando. juro.
momento de inspiração de giane albertoni: “não existe frio ou calor, o que existe é estilo”. combinado?
eu volto! com mais fashion rio… rezem por mim!
então que 2007 terminou.
e com ele, assim espero, terminou a dor de dente, o tersol, a sinusite de tipo estranho, a falta de dinheiro, os baixos cachês, o excesso de trabalho e de tempo livre, a tattoo…
então que 2008 chegou.
na virada o iPod lança ” Abra a porta / E vá entrando / Felicidade vá entrando / Felicidade vai brilhar no mundo / Que beleza / Que beleza”
era uma casa… por momentos numa calmaria quase mineira, em outros numa agitação capaz de deixar qualquer grupo de adolescentes e seus hormônios com inveja – agitação baiana. foi falado que era como um acampamento, mas pra mim mais parecia uma comunidade. comunidade rocker, por vezes quase hippie. uma semana a mais e alguns instrumentos seriam suficientes para que os novos baianos misturados com a minoria paulista voltassem pra civilização quebrando tudo.
ali nasceu a essência – antiquíssima – do que queremos em 2008. a máxima sexo, drogas & rock n´roll, adicionada a muito trabalho, muito sucesso, muita saúde, muito dinheiro e muito muito muito amor!!!!
e que chegue logo a casa, a tattoo, o excesso de trabalho e de tempo livre, os exercícios, as viagens, os vinhos, queijos e chocolates, o amor, os amigos baianos e os paulistas também.
(citando minha pedra: sim! para todas as opções!)
agá sempre esteve por perto. foi praticamente uma celebridade décadas atrás.
depois, discreto, porém importante.
nunca foi popular entre a molecada; pelo contrário, muitas vezes passava batido e acabava de fora.
na maioria das vezes era visto com os melhores amigos: éle, cê e êne. não gostava de alguns amigos por não ter voz ativa com eles; aliás considerava esse grupo meio sem personalidade; raras as exceções, só era procurado quando algum sentimento pedia uma expressão.
então veio a internet. e com ela o surgimento de uma nova geração. essa não tem os mesmos costumes das anteriores.
foi quando agah virou estrela novamente. mais celebridade do que no longínquo passado. ta certo que alguns companheiros de profissão pegaram mal com agah, mas agah não abriria mão desse reconhecimento.
agora agah eh praticamente onipresente.
sem que você perceba, ele aparece. não eh soh em apelidos carinhosos não, ateh em assinaturas ele tah. soh que seu grande sucesso mesmo eh na tal da internet – sua salvadora. jah apareceu acompanhado de fotos, vídeos… eh a realização de um desejo!
daih, diante de tanto sucesso, agah teve seus momentos e decidiu então, ser chamado apenas por um simbolo.
h