simpatia gratuita não é meu forte. porém, existem situações em que é (quase) impossível não apelar a ela.
são algumas: salão de beleza (experimenta não sorrir ou falar sobre a última fofoca com manicure…); zelador do seu prédio (como você vai fazer quando o vizinho universitário resolve fumar maconha e ouvir bob marley no talo com todos os colegas de “facu” as três da manhã?); o dia que você conhece seus sogros (essa é óbvia vai…); o pedreiro (ai… prefiro não me pronunciar nesse assunto)… enfim… e novos colegas de trabalho.
diferentemente de muitas pessoas, eu não trabalho para fazer novos amigos. eles são (ou não!) consequência. acontece que quando você é a figura nova, é bom causar uma impressão no mínimo… neutra…
educados “bom dia!”, tradicionais frases sem conteúdo como “nossa que sala quente!” (ou fria, ou escura, ou clara, ou…), discretas participações em momentos-conversa quando todos param de trabalhar pra falar de qualquer outro assunto que não tenha relação com um programa infantil, um “tudo bem?” no encontro em frente ao café… ah! quanta simpatia! quanto sorriso! quanta saliva gasta!
mas eu não vou parar o que eu tô fazendo pra falar sobre cocô. e, da licença, ouvir sobre como os “culegas” cagam realmente é menos ainda do meu interesse.
