Lá pelos 2000 e pouco, eu tomava muita cerveja no Real (Pinheiros) e fazia muita festa na Funhouse.
Meio que fechamos uma turma que fazia todos os dias as mesmas coisas: cerveja com nosso saudoso garçom Eri no Real, eventualmente um bafão na Funhouse e só íamos dormir de manhã – ainda que tivéssemos que trabalhar no dia seguinte.
Quanta saúde!
Foi nessa época que conheci o Battella, na Funhouse. Tudo aconteceu por causa da JuBiscardi e sua forte vontade de tomar uma bebida de manga com pimenta que a gente tinha comprado. Tava bom. E ela queria terminar tudo sozinha.
Então me apresentou pra um cara e saiu andando, com a bebida. Eu fiquei, com meu novo amigo, e (provavelmente, não tenho tanta certeza) voltei a beber cerveja.
O Battella me aprensentou Derrida e gastrite. A gente tinha umas conversas espirituosas, cheias de ironias e humor negro. Ele é mais novo, e na época tentava terminar o TCC (ou seja lá como chamam o trabalho de final de curso de Desenho Industrial – se é que era isso que ele fazia, não lembro ao certo), sobre fontes (letras) e Derrida.
Pode ser que tudo isso seja uma grande mentira e fruto da minha lembrança bem bêbada da época. Mas sei que tudo que eu fazia, fora do Real, da Funhouse e longe do Battella era ouvir esse disco do Libertines.
Assim, até hoje, Battella continua meu amigo – mais distante, bem mais, mas meu amigo.
O Eri sumiu do Real, que passou por uma reforma e eu nunca mais fui lá.
A Funhouse continua firme e forte, mas eu não tenho mais saúde pra encarar aquelas baladas.
A JuBiscardi e todos meus amigos da época continuam meus grandes amigos. Bebemos juntos com bem (BEM) menos frequência, mas Ju, Marília, Tati, Nara, André, Djho, Alan & Caio… continuam pontos de referência na minha vida.
O Libertines toca bem pouco no meu iPod, mas sempre que toca eu lembro do Battella e dessa época de 24hour party people.


