show
Se teve uma coisa que o SWU me mostrou é que o rock realmente exige disposição, física e mental.
Como trintões que somos, fizemos um esquema de locação de van para o leva e traz dos dois dias que nos interessavam no festival – o primeiro e o último. MP. fez toda a correria, com direito a geladeirinha com cerveja, whisky, red bull e vodca pra galera.
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| Mars Volta |
No primeiro dia assistimos o que viria ser o melhor show do festival (pra mim), Mars Volta, e o RATM. Nunca dei muita chance pro Mars Volta por preguiça mesmo, mas o show deles foi sensacional. Surpreendente. Tanto que, pra minha surpresa, foi o melhor de todos do SWU.
No Rage eu achei que tinha 16 anos de novo e, por três músicas, tentei ficar no liquidificador, morrendo de vontade de entrar na roda de pogo, mas meus mais de 30 foram mais conscientes. Quando pararam o show e pediram 3 passos pra trás, eu dei cem e saimos da muvuca (O. ficou bem chateado). Mas logo voltamos, porém num local mais tranquilo. Ainda pulei, me descabelei e fiz tudo o que eu, inocentemente, achava que podia. Esqueci do dia seguinte.
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| Rage Against The Machine |
No último dia, o foco era o Queens, mas eu estava bem empolgada em ver o Pixies também. O QOTSA foi demais, mas ainda acho que teria sido mais bacana num lugar fechado, um clube ou algo assim. O Pixies estava ótimo, cheguei a derramar uma lagriminha pensando numa amiga que eu queria que estivesse ali com a gente. Mas ai… Roubaram meu celular, meu iPhonezinho lindo que eu tinha pegado há uns 10 dias… “Rouba brisa” total. Fiquei triste, mais pelas coisas que tinham nele (fotos e anotações) do que pelo fato em si. Tentei me consolar dizendo pra mim mesma que se está na muvuca, está predisposto a esse tipo de infelicidade. Atravessamos com muito custo pela platéia insandecida do Linkin Park e, quando chegamos do outro lado, haviam levado o celular do O. também! Que raiva!
Com todas as reclamações já espalhadas aos 4 cantos por ai, por aqui e por outros lugares, e a perda dos celulares do casal aqui. Digo que com toda certeza o melhor post sobre o SWU foi o do Barcinski.
PS – Desculpa, mas aquele Avenged Sevenfold é muito chato!
Quando o Oasis veio pro Brasil em 2006, eu escrevi uma resenha indignada com a chuva e com o público estranho. Esse ano não foi diferente: tivemos chuva (bem mais fraca) e público estranho (bem mais estranho).
O que eu lembro das pessoas estranhas em 2006, são dois garotos em particular que levaram as letras das musicas impressas e ficavam lendo enquanto Liam e/ou Noel cantavam. Quando começou o temporal, ele abriram a capa de chuva para proteger o papel com as letras e não eles mesmo! Pode?
Desta vez, o público era mais moderno. Vi gente discutindo bons hotéis pra ficar em Buenos Aires, enquanto “Slide Away” rolava lindamente no palco. Tinha um cara que cantava a plenos pulmões todas as letras com um inglês completamente embromation. Muitos, muitos playboys e patrícinhas com brincos, pulseiras, cheiro de perfume caro importado e cara esnobe. Me lembrei de uma vez no “Monster of Rock” de 1990 e alguma coisa que não me deixaram entrar com uma correntinha de barbante com um penduricalho em forma da folha da maconha – quem diria que o dia de ontem iria chegar.
O auge da bizarrice, foi um cara do meu lado sacar o celular mega-ultra-moderno e começar a checar emails enquanto a performance emocionante de “Don’t look back in anger” (já no BIS) rolava.
Assim como temos (ou tínhamos) áreas de fumantes e não-fumantes, nos shows de agora, deveriam dividir igualitáriamente entre “vim pra ver show” e “vim pra trocar idéia porque to cansado dos mesmos cantores de barzinhos e essa banda é bem melhor” – porque, sério, se tivessem mesas de ferro com logo da Skol, era o que muita gente estaria fazendo – e talvez isso fosse bom pra gente que, como eu, quer ver o show sem interrupções mal-educadas e chocantes – como a garota que recém entrou na vida adulta e ficava gritando “lindoooooo!”, “caralhooooo” e “gostosoooo” achando que tava no show do Backstreet Boys. Time 4 Fun, uma diquinha: da próxima, esquece a pretensiosa e revoltante área VIP e divide no meio: “quem é o Liam e quem é o Noel?” e “hey! Eles vão finalizar com I am the Walrus”; ou seja, quem não tinha outro programa e quem conhece. Povo estranho…
Tenho medo da palavra estranho, porque as vezes acho legal quando alguém se refere à minha pessoa como “estranha”, quero deixar claro que esse é um estranho ruim. Talvez pela normalidade também, eram pessoas mortais, que não freqüentam shows, nem mesmo de arena. Amigas das pessoas que estavam na área VIP jogando coisas na banda, o que fez eles pararem algumas vezes pra reclamar. Porra! Fica em casa né, por favor. Respeito minha gente.
Em 2006 fui embora no metade do show por causa da chuva. Esse ano, cheguei na metade do show por causa da chuva e do trânsito (nota mental: escrever sobre o novo problema dos grandes shows em SP, o trânsito.).
Mas a banda, o show… Foda! Foda! Foda! Foda! Foda! Foda! Foda! Foda! Foda! Foda!
O Set List para nunca mais esquecer:
- Fuckin In The Bushes
- Rock Roll Star
- Lyla
- The Shock Of The Lightning
- Cigarettes & Alcohol
- The Meaning Of Soul
- To Be Where Theres Life
- Waiting For The Rapture
- The Masterplan
- Songbird
- Slide Away
- Morning Glory
- Ain’t Got Nothin’
- The Importance Of Being Idle
- Im Outta Time
- Wonderwall
- Supersonic
Bis:
- Don’t Look Back In Anger
- Falling Down
- Champagne Supernova
- I Am The Walrus
se tem uma coisa que me traz um incontrolável sentimento de saudosismo e saudade é o grunge. basta uma relação mais próxima que não seja com o som tocando em casa ou numa balada comum que meu coração aperta. eu sei que isso tá mais pra mpb do que pra rock, mas é a real.
a minha preferência sempre foi (e sempre será, vale lembrar) o pearl jam. o pearl jam de “ten”, “vs” e “vitalogy”, o eddie vedder e cia no filme “singles“, aquele clipe de “even flow“, até mais ou menos a época do acústico – que fez com que eu fosse na escola com os escritos “pro choice” no braço sem saber direito o que significava aquilo.
tudo que brotou no meu quarto naquela época foram posters, discos, revistas, camisetas… ô universo bom! apesar da dificuldade que tinhamos de conseguir informações sobre música e bandas e etc… não acho que a internet teria melhorado essa fase. só a MTV aparecendo já foi um grande evento. fiquei sentada na frente da tv, com o controle remoto do video cassete na mão esperando estrear aquele “music television” (bons tempos hein MTV?)
enfim, o show do pearl jam foi uma maravilha! meu deus! anos e anos esperando por eles, e, curtindo uma adolescência tardia, corri pro pacaembú, fiquei na boca do palco, me contorci para ralar de leve a mão em algum pedaço do eddie vedder…
mas a grande lágrima grunge caiu ontem. o show era do chris cornell, não do soundgarden. mas ele tocou várias, veja bem, VÁRIAS músicas do soundgarden – e atrás delas que eu fui. também tocou inúmeras da sua carreira pós-soundgarden – que pra mim particularmente não quer dizer absolutamente nada.
mas daí ele tocou “hunger strike“. e ai a grande lágrima grunge caiu. temple of the dog era tudo pra mim! era pearl jam, era grunge, era soundgarden, era mother love bone, era os anos 90, era a minha camisa xadrez, minha bermuda jeans zoada e meu coturno preto, era eu matando aula e fumando maconha na ruazinha do lado ouvindo “jeremy” na 89 Radio Rock num radinho zoado, era meu namoradinho fazendo cover com a banda da escola de nirvana e pantera (eu sei que pantera não é grunge!), era a bizz letras traduzidas, era as tardes depois da aula bebendo o whisky roubado do bar da minha mãe, chorando depois de cada recuperação, as VHS que não davam conta de tanta coisa pra gravar da MTV, os jantares com meu pai as quartas que podiam render um cd novinho…
obrigada chris cornell. pelo grunge (que você renega). por “hunger strike” ontem. e, claro, pelos seus impressionantes olhos verdes.
então. nokia trends né. tudo o que eu queria ver lá era o she wants revenge – show esse que estava marcado para as 3h55. definitivamente não tenho mais vontade de participar de festivais que marcam a melhor banda num horário tão… grrrrr…
então. nokia trends né. cheguei pouco depois das 2h para dar uma chance ao phoenix. banda francesa. rock francês parece ser a nova moda indie por aqui. todo mundo tem uma banda francesa “super bacana, nova e desconhecida” que você precisa conhecer. não achei de todo mal. achei fofo como esperava de um rock francês – principalmente diante da minha completa ceguice (ou seria surdice?) no assunto. agora dizem que não posso perder as meninas do plastiscines – parecem que passam por aqui em janeiro.
enfim. o she wants revenge. sensacional! preciso dizer que foi uma das boas surpresas ao vivo do ano. apesar de vários shows bons que tivemos por aqui, nenhum foi surpreendente. os que eu imaginava bons, foram bons. os que imaginava ok, foram ok. e assim por diante. agora, o she wants eu achava que seria “bom” e foi empolgante, enérgico. gosto muito da voz do vocalista justin, ian curtis pós deprê – apesar da soturnez da voz.
o cara pula, canta, as músicas são fantásticas. fora que gringo deslumbrado com o brasil é engraçado, umas 2 ou 3 vezes durante o show eles queriam ter certeza do que estava acontecendo: “seriously, how many of you have heard about us before tonight?”, espanto indisfarçável quando pelo menos metado do memorial levantou as mãos. o show, que seria baseado no segundo e novinho disco da dupla, acabou incluindo o primeiro com a platéia cantando praticamente todas as músicas.
momento chatinho apenas quando o tal Adam 12 (aliás, parece que teve alguma coisa com a drew barrymore – bom gosto a menina hein!) fez um solo de piano, órgão ou sei lá como chama.
momento chatinho II: morrendo de fome, seguir para o bar e ter as opções pizza ou temaki. com medo da qualidade do peixe as 5h pra mais da manhã, fomos de pizza. absurdos R$6,00 por um pedaço do tamanho de um iPod, e a finura de um papel de seda.
Essa foi a primeira vez em alguns anos que assisti o VMB do conforto do meu sofá. Mesmo alegando não ser mais uma premiação de videoclipes, a festa continuou com o mesmo nome e achei muito “não-musical”.
No geral, os shows foram muito bons, apesar de apresentação do Marilyn Manson ter sido monótona na primeira música. Juliette (linda, sensacional, graciosa, gostosa…) & the Licks mostraram porque são tão esperados no TIM Festival, Pitty mostrou que sabe gritar e que é boa de palco, Sandrão surpreendeu com um show cheio de personagens, NXZero encerrou com um medley óbvio dos (por enquanto, dois) hits. Agora, a mistura Sandy, Junior, Lucas Fresno e Gross, apesar de interessante, foi prejudicada pelo corte. O gaúcho ficou totalmente perdido ali no meio, mal foi mostrado, mesmo enquanto fazia o solo da música. tsc tsc tsc.
E a tal banda dos sonhos?? a MESMA!!! E depois vou descobrir, porque a escolha de “Ainda é cedo” do Legião. Eles deviam ter tocado “Eu não aguento” do Titãs. É a terceira vez pra Pitty, pro Japinha e pro Champignon e segundo pro Fabrizio. Nada contra. Realmente os 4 são bons músicos. Mas será que do ano passado pra cá, nada de novo apareceu??? NENHUM baixista de NENHUMA outra banda brasileira toca tão bem quanto ou melhor do que o Champignon? Nenhum (a) outra vocalista mereceria o reconhecimento de seu trabalho? A Pitty canta bem e já sabe (agora por 3 vezes) que gostam dela.
Acho que a MTV tem culpa dessa repetição. Claro que é uma eleição baseada em fã-clubes, em adolescentes que chegam da escola e ficam o dia todo no computador arrecadando votos pra banda que ele “mais ama no mundo”. Mas talvez se a MTV mostrar um pouco os outros integrantes das bandas que mais aparecem na emissora, a banda dos sonhos 2008 será diferente. Mostra o Joe, quem sabe o baixista da Pitty não entra no lugar do Champignon. E o Daniel do NXZero? Ele poderia ocupar as baquetas ano que vem. Vocês tem um ano pra mostrar isso pra audiência, matérias no Jornal, participações em programas, campanhas indiretas.
Não vou comentar a piada sem graça com o vencedor da categoria “vc fez”, o cover de quinta do Marilyn Manson… até porque mico faz parte da festa. Em contrapartida, teve o Pereio incrivel, a participação da Juliette chamando o show da Pitty, um texto mais redondo… Mas a banda dos sonhos realmente perdeu a (pouca) graça que tinha.
Pregou o sexo depois do casamento.
Assumiu que fez (muito) sexo com Justin, sem casar com ele.
Fez filme ruim (Crossroads) e participou de outros menos piores (Austin Powers: Goldmember).
Viu as vendas de seus álbuns caírem após o advento Avril Lavigne.
Foi casada por 2 dias INTEIROS com um amigo de infância.
Casou com um bailarino da equipe, engravidou dele (duas vezes), fumou durante a gravidez (as duas), foi fazer xixizinho no banheiro de um posto de gasolina descalça, gravou um reality show com o maridão, divorciou. Deu PT em um milhão de baladas, ficou super amiga da patricinha-milionária-ex-detenta Paris Hilton, apareceu sem calcinha, raspou a cabeça, se internou mais de uma vez em clinicas de reabilitação, escreveu 666 na careca e saiu gritando dentro de uma clinica que ela é o anticristo.
Brigou com a mãe, com o marido, com a prima, com os papparazzi, deu guarda-chuvada neles, ta na briga pela custódia dos filhos.
Ligou para uma contigo americana oferecendo uma entrevista exclusiva contando todos seus babados e fez a sessão de fotos mais bizarra da história.
E, quentinha de hoje, tentou gravar clipe novo, mas não conseguiu porque tomou mais de 20 energéticos (entre outras cositas mas)… Ufa!!!
Eu não tenho medo de andar de avião, mas tenho uma superstição: sempre ouço o primeiro disco do Placebo na decolagem. Já aconteceu de eu esquecer o disco em casa e o vôo ter tanta turbulência que… enfim.
Apesar desse disco ser de 1996, eu demorei pra realmente gostar de Placebo. Achava Brian Molko petulante demais, e não o perdoava por isso. Hoje eu perdôo, e apoio. Até porque, só ele pra ficar bem de branco num show da banda dele mesmo.
Há dois (dois?) anos atrás, quando assisti ao Placebo ao vivo pela primeira vez, confesso que fiquei um pouco decepcionada. Eles estavam visivelmente cansados depois de vários shows no Brasil (incluindo ai cidades do interior, raríssimo de acontecer com banda gringa), eu tava esgotada de tanto trabalhar e passei boa parte do show procurando quem não devia.
Assistir novamente era dar uma segunda chance, pra eles e pra mim. Não era possível que eles fossem ruins ao vivo. Eu precisava prestar atenção ao show.
E foi sensacional! Mesmo não sendo muito fã do último disco (Meds). Tenho três músicas prediletas. “Bionic”, a tal que eu ouço quando o avião tá saindo do solo e é adrenalina. “Special needs”, que tem um clipe fantástico. E “36 degrees” simplesmente porque eu gosto, e foi a única que faltou no show.
Então voltei pra casa. Feliz e aliviada com o show incrível. Acho que porque fiquei tão emocionada, fui acometida por um ataque de soluços ininterruptos, uma coisinha pra me causar certa dor numa noite tão boa. Mas, acreditem!, eles não atrapalharam. Delícia!
“Special needs”, porque tem a letra mais bonita.
Remember me when you’re the one that’s silver screened
Remember me when you’re the one you always dreamed
Remember me whenever noses start to bleed
Remember me, special needs
Just nineteen a sucker’s dream
I guess I thought you had the flavor
Just nineteen, a dream obscene
With six months off for bad behavior
Remember me when you clinch your movie deal
Think of me stuck in my chair that has four wheels
Remember me through flash photography and screams
Remember me, special dreams
Just nineteen a sucker’s dream
I guess I thought you had the flavor
Just nineteen a dream obscene
With six months off for bad behavior
Just nineteen a sucker’s dream
I guess I thought you had the flavor
Just nineteen a dream obscene
With six months off for bad behavior
Remember me
Remember me
Just nineteen a sucker’s dream
I guess I thought you had the flavor
Just nineteen a dream obscene
With six months off for bad behavior
Just nineteen a sucker’s dream
I guess I thought you had the flavor
Just nineteen a dream obscene
With six months off for bad behavior
Remember me
Remember me





