Por Otavio Sousa.
música
Deixa carregar o video, dá play, acompanha com a letra e TALVEZ você entenda como essa banda é foda.
The selfish, they’re all standing in line
Faithing and hoping to buy themselves time
Me, I figure as each breath goes by
I only own my mind
The North is to South what the clock is to time
There’s east and there’s west and there’s everywhere life
I know I was born and I know that I’ll die
The in between is mine
I am mine
And the meanings, it get left behind
All the innocence lost at one time
Significance, between the lines
There’s no need to hide…
We’re safe tonight
The ocean is full ’cause everyone’s crying
The full moon is looking for friends at high tide
The sorrow grows bigger when the sorrow’s denied
I only know my mind
I am mine
And the meanings, it get left behind
All the innocents lost at one time
Significance, behind the eyes
There’s no need to hide…
We’re safe tonight
And the meanings that get left behind
All the feelings is broken with lies
We’re all different behind the eyes
(We may need to hide)
And the meanings that get left behind
All the innocence lost at one time
Significance, between the lines
There’s no need to hide…
A vida é uma fanfarrona não é mesmo?
Sempre falaram que eu sou grossa e mal-humorada. Nossa! Eu ficava mal com isso. A timidez não deixava mostrar, mas ficava realmente preocupada comigo mesmo. “Como vou me virar nesse mundão se eu sou tão mal-humorada e grossa e não percebo meu Deus!”. Quanto medo!
O que acontece é que, quando eu era mais nova, não estava familiarizada com os conceitos de humor negro e ironia.
Então, adulta, descobri e parei de me torturar. Sim, porque eu tentava não ser mal-humorada nem grossa e acabava passando por burra e inocente.
Na real, eu era apenas sincera e – por incrível que pareça – muito bem-humorada! Não tenho culpa se as pessoas não entendem meu humor e/ou se elas se sentem ofendidas por ironias e obviedades irritantes. Se tem uma coisa que, realmente, me deixa mal-humorada no conceito mais popular de mal-humor é a burrice, a lerdeza de pensamento, a pobreza de espírito e a preguiça de pensar.
Na verdade, tem outra coisa também. As pessoas querem sempre ser bem-tratadas. Dentro do conceito mais careta que elas têm embutido na cabeça delas sobre o que é ser bem-tratado.
Ser bem-tratado é ouvir mentiras da boca das pessoas? É rir de piadas sem graça? É ver as pessoas rirem da sua piada sem graça, só porque é mais educado assim? É responder um “bom dia”, quando na verdade seu dia anda uma bosta e você nem queria ter levantado da cama? É arrastar um milhão de agradecimentos porque um ser humano, pelo visto superior a você, te desejou um bom dia? Tem coisa melhor do que acordar com o humor afiado e ter um dia do cão? Se não de que outra maneira as melhores tiradas ácidas vão surgir?! Bom dia my ass!
Quer ser Pollyanna, ou fingir que é, fica a vontade! “Be my guest” – como dizia minha mãe.
Mas entenda que o mundo não roda conforme suas verdades e desejos.
E fica tranqüilo. Ele, infelizmente, também não roda de acordo com os meus.
(Som: She Wants Revenge no iPod)
A música é Strokes no osso. Delícia!
Pontos também para o Fabrizio Moretti que tá uber charmoso, viu!
Queria ser a Pink por um dia só pra cair nessa balada e nessa foto:
Claro que antes, teria visto esse show do melhor lugar ever!
(foto do Lucio Ribeiro)
Então que nosso querido, talentoso, hot hot hot Dave Grohl recebeu da NME a coroa de Godlike Genius.
Godlike genius. Gênio supremo. Só faltaram colocar Hot na frente. Porque o Dave Grohl é Hot Godlike Genius.
Esse é o vídeo com ele falando sobre ter sido indicado para o prêmio. Abaixo, o link da NME para os vídeos do dia da premiação.
O nome completo do prêmio é Godlike Genius For Services To Music. É uma coisa linda de Deus mesmo. Tipo o Lifetime Achievement do Oscar.
Eu não sei quando essa categoria do NME awards surgiu pela primeira vez, mas sei que muita gente (merecedora) já recebeu a coroa: Massive Attack, U2, Clash, Ozzy, New Order/Joy Division, Ian Brown, Primal Scream, Jane´s Addiction, Cure…
Aparentemente, pelo menos dentro do meu microcosmos, a mais comentada foi realmente esse ano com o Dave Grohl. O cara tá no auge e isso é inegável. No auge da criatividade, da qualidade, da competência, do sucesso. Junto com Josh Homme e Jack White, DGrohl é dos músicos mais fodas dos anos 2000, e – pelo que parece – dos 2010 também.
Mas agora vamos falar de outros premiados que merecem tanta atenção quanto?
Por exemplo, a musa, sua LINDA!, PJ Harvey levou um prêmio bem bacana Outstanding Contribution To Music. Não é genius, mas é outstanding. E é. Mesmo.
Outra coisa, com todo o respeito, mas o Matt Bellamy não é em any fucking way o hottest man de 2010. Eu voto, correndo o sério risco de ser repetitiva, no Dave Grohl.
Update: cheguei em casa e quero deixar esse post mais bonito. Bora!
Agora é só clicar na foto e apreciar…
Como o computador aqui do trabalho não permite upload de foto aqui no blog, vai só o link mesmo…
Mais uma música fodona do Foo Fighters
Não sei se é crise dos 30, ou se é a tal crise dos 28anos e Saturno. Mas sei que é tardia. E sei que tenho passado por momentos de intensos questionamentos, fortes vontades, que me tornei uma pessoa completamente obcecada por mudança.
Quem me conhece, sabe que vivo uma eterna crise profissional. É uma insatisfação permanente com o trabalho. Seja o local, os colegas, os assuntos, as rotinas…
Complicado saber se é a profissão, se tem sido as escolhas profissionais, os caminhos que me trouxeram até aqui, se tem uma saída nesse mesmo caminho ou se preciso pular de gramado, de rota, de trilha.
Fato é que seja qual for a direção a ser tomada, ela influenciará não só a mim. Não sou mais apenas uma. O que tornam os questionamentos e as escolhas ainda mais complexas.
Que poder tenho eu sobre a vida de outros?
A partir de que ponto a minha decisão passa a ser maior e mais importante que a parte da minha vida que não quero que mude?
É realmente indispensável que as decisões que o momento exige sejam feitas por mais do que EU? Sejam compartilhadas e pactuadas entre mais do que EU?
Como posso conciliar um momento de decisões impactantes com os desejos alheio?
Ontem, assistindo a uma entrevista do David Byrne com Vik Muniz perdi a concentração na televisão por alguns momentos quando ouvi VikMuniz dizer algo como “quando olhamos pra trás vemos uma linha reta mas que quando olhávamos de frente víamos diversos caminhos pra escolher. Sejam esses caminhos certos ou errados, são eles que nos trouxeram até onde estamos e que nos fizeram quem somos.”
Isso significa que o que me trouxe até aqui não teria sido em vão completo, certo? Trilhei meu caminho para a crise dos 33? Escolhi, ainda que inconscientemente, que tomaria mudanças de proporções ainda desconhecidas quando chegasse neste ponto?
Em que ponto exatamente estou?
Lembra quando os 30 eram os novos 20? Seriam agora os 40 os novos 30? Isso me daria alguns anos até ter realmente que encarar a vida sem direito a questionamentos juvenis como os que agora me tiram o sono?
Me dói o peito não saber por onde começar. Me confunde ainda mais a difícil tarefa de mudar grandiosamente sem perder aquilo que amo.
Mas sei de algumas coisas.
Sei que não quero perder meu companheiro.
Assim como sei, que não é porque eu preciso de uma mudança para que possa continuar a ter sentido e tesão na minha vida que ele tenha que sentir o mesmo em relação à vida dele. Somos 2 ainda que sejamos 1.
Sei que preciso entender de alguma maneira que, sim, existem indivíduos que vivem felizes para sempre sem sentimentos intensos. Existe a preferência por uma vida mais calma. Não são todos que se alimentam de tesão e novidades a todo instante. A medida da ambição de cada um é somente sua. É preciso que dentro de mim, em algum lugar, o botão de “não somos todos iguais” esteja mais à mão, vermelho, como um botão de emergência, mais fácil de ser visualizado, apertado. Seria de fato algo útil – principalmente em momentos de egoísmos emocionais como agora.
Sei também que gostaria de ter uma, apenas uma, coisa em comum com aquele ex-viciado em metanfetamina que vimos na televisão outro dia. Um ser humano que quase se destruiu nas drogas e mudou radicalmente quando abriu mão de um negócio de sucesso para ser militante contra a droga que quase o matou nos EUA, mais precisamente nos confins do Tenessee.
Eu não sei quanto ele ganha, e tenho certeza de que não foi isso o que o motivou a escolher sua nova função nesse mundo. Foi a vontade, o tesão, a necessidade, a provável inundação de informações e idéias que ele tem ali dentro. E que sabe são importantes para alguém além dele.
E assim, chegamos a mais uma coisa que eu sei.
Sei que não quero fazer parte de nada que seja alienador, que cause, direta ou indiretamente, mal às pessoas. Ou ainda que cause letargia – que suponho ser pior do que o bem ou o mal.
Preciso de um post it mental bem amarelo, brilhante, iluminado se for o caso, para me lembrar que pela primeira vez na vida profissional será necessário fazer uma decisão baseada em tudo isso que ta aqui dentro e que não tem explicação. Tudo isso que tem me tirado o sono, me feito ficar ansiosa como nunca e chorona como sempre. Não posso basear essa decisão em contas, salários, valores, moedas. Fiz isso por toda uma vida profissional até agora. Não deu certo. Nunca dará.
E assim, suponho, chego à provável raiz da minha eterna insatisfação profissional. Conduzi minhas escolhas com a permanente preocupação em pagar as contas. Pura e simplesmente. Isso foi embutido em mim há muito tempo. E só eu, apenas eu, posso desopilar essa linha de pensamento.
Eu sou responsável pela minha tristeza tanto quanto pela minha felicidade. Post it amarelo, brilhante, iluminado nº 02.
E só eu posso consertar.
(som: Agridoce)
Em algum momento de 1976 celebramos à nossa maneira.
Foi lindo!




