
Eu adorava quando chegava em casa a “Bizz Letras Traduzidas”.
Naquela época, sem internet e sem falar inglês muito bem, a revista aliviava minha curiosidade de entender minhas músicas prediletas.
Eu até tinha uma pasta onde recortava e guardava organizadamente as letras mais bacanas. Hoje em dia acho meio impossivel que os adolescentes tenham essa mesma mania. Se o papel de carta está obsoleto, que dirá das pastas com letras de música.
Mas o que importa é que eu não lembro o que tinha guardado nessa pasta. Eu nem lembro direito das músicas que a “Bizz Letras Traduzidas” me esclareceu. Mas eu lembro claramente de “Crazy Mary”, e de como esperei pelas letras dessa canção.
“Crazy Mary” foi composta por Victoria Williams, uma cantora americana do final dos anos 80. Em 1993 ela descobriu que sofria de esclerose múltipla. Para ajudar no tratamento, no ano seguinte, foi realizado um show, o “Sweet Relief: a benefit for Victoria Williams”. Foi daí que o Pearl Jam tirou “Crazy Mary”, Soul Asyloum “Summer of Drugs”; Lou Reed, Evan Dando… Muita gente participou. A MTV noticiou – e foi lá que eu vi a figura de Victoria pela primeira vez. Virou disco e também virou a fundação “Sweet Relief Fund” que ajuda artistas que não podem trabalhar por conta de alguma doença grave como a de Victoria.
Eu me apaixonei por Victoria na época. Ela era linda! E as letras! Uma sensibilidade… e toda essa aura de luta e compaixão…
Parece que ela continua firme e forte, continua compondo e tocando com seu – novo – marido.
Ai embaixo tem “Crazy Mary” e aqui o trabalho atual de Victoria.
PS – “Epic”! “Epic”, do Faith No More, eu li na Bizz Letras Traduzidas!
She lived on the curve in the road
In an old tar paper shack.
On the south side of the town
On the wrong side of the tracks.
Sometimes on the way into town
We’d say, “Mama can we stop and give her a ride?”
Sometimes we did
But her hands flew from her side.
Wild eyed
Crazy Mary.
Down a long dirt road
Past the Parson’s place.
That old blue car
We used to race.
Little country store with a sign tacked to the side.
Said ‘NO L-O-I-T-E-R-I-N-G ALLOWED.’
Underneath that sign always congregated quite a crowd.
Take a bottle drink it down. Pass it around.
Take a bottle drink it down. Drink it… Pass it around. Pass ita…
A-take a bottle drink it down. Pass it… Pass it a… Pass itaround.
One night thunder cracked.
Mercy backed outside my windowsill.
Dreamed I was flying high
Above the trees over the hills.
Looked down into the house of Mary.
A bare bulb on.
Newspaper covered walls.
And Mary rising up above it all.
Oh… Oh… Oh…
Next morning on the way into town
Saw some skid marks and followed them around.
Over the curve,
Through the fields,
Into the house of Mary.
That what you fear the most could meet you halfway. (x2)
Take a bottle drink it down. Pass it around.
Take a bottle drink it down. Pass it… Pass it around. Pass ita…
Take a bottle drink it down. Pass it… Pass it a… Pass itaround.
Oh, pass it a… Pass it arround. Pass it a… Pass it a… Passit a…
Oh yeah.
Gostar disso:
Seja o primeiro a gostar disso post.